Contabilidade em Itajaí: uma economia organizada em torno do porto
A contabilidade em Itajaí atende uma das economias mais singulares do país: a cidade tem o segundo maior PIB de Santa Catarina, segundo o IBGE, e esteve entre os municípios que mais importam no Brasil. Importadoras, tradings, transportadoras e indústrias de pescado exigem da Sentinel Contabilidade domínio de comércio exterior, ICMS-SC e Lucro Real.
A Sentinel Contabilidade é um escritório contábil com sede em Balneário Camboriú (SC), especializado em Lucro Real, planejamento tributário e contabilidade para a indústria têxtil de Brusque e região — e, em Itajaí, voltado a importadoras, tradings e empresas de logística. O responsável técnico é o fundador, Gabriel Costa Tavares (CRC-SC nº 100693/SC), contador com mais de 12 anos de experiência e mais de 1.000 CNPJs assessorados ao longo da carreira.
Os números ajudam a entender por que Itajaí é diferente. Segundo o IBGE, o município tinha 264.054 habitantes no Censo 2022 e população estimada acima de 300 mil na projeção mais recente. O PIB per capita de 2023 ficou em cerca de R$ 182,5 mil — mais que o dobro do de cidades industriais vizinhas como Blumenau ou Gaspar. Esse valor não reflete renda média da população, mas o peso das operações de importação e comércio registradas na cidade: boa parte do valor adicionado vem de empresas que importam pelo complexo portuário e revendem para todo o país.
Em 2023, ainda segundo o IBGE, Itajaí teve PIB de aproximadamente R$ 48,2 bilhões, segundo maior do estado, após uma queda em relação a 2022 associada à crise do terminal de contêineres. Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostraram Itajaí como a cidade que mais importou no Brasil em 2023 e 2024; em 2025, o município passou à segunda posição, atrás de Manaus, no acumulado até agosto.
Perfil econômico de Itajaí e o que ele exige da contabilidade
Itajaí reúne quatro grandes blocos econômicos: comércio exterior (importadoras e tradings), logística (armazéns, recintos, transportadoras, agentes de carga), indústria e comércio do pescado, e serviços urbanos de uma cidade com mais de 300 mil habitantes. Cada bloco tem tributação e riscos próprios, e muitos grupos atuam em mais de um.
Comércio exterior e tradings
Grande parte das empresas que movimentam a economia itajaiense não tem fábrica nem loja: são importadoras que trazem mercadorias pelo complexo portuário de Itajaí e Navegantes e revendem para outros estados, e tradings que prestam serviço de importação por conta e ordem ou por encomenda para clientes de todo o Brasil. Essa estrutura nasceu de uma combinação de logística portuária e política de incentivos fiscais do ICMS catarinense na importação.
Logística e serviços portuários
Ao redor do porto se formou uma rede de armazéns alfandegados e gerais, transportadoras rodoviárias, despachantes aduaneiros, agentes de carga, operadores de contêineres vazios e empresas de manutenção. O porto público de Itajaí passou por um período de transição desde o fim do contrato do antigo arrendatário de contêineres em 2022: a movimentação foi interrompida em 2023 e retomada sob contrato transitório a partir de 2024, enquanto o governo federal conduz o processo de arrendamento definitivo do terminal (ITJ01), em consulta pública em 2026. Para a contabilidade de empresas logísticas, essa oscilação de volume reforça a necessidade de controle de custos fixos e de fluxo de caixa.
Pesca e indústria do pescado
Itajaí é historicamente um dos maiores polos pesqueiros do Brasil, com frota industrial, estaleiros, fábricas de gelo, indústrias de beneficiamento, congelamento e enlatamento de pescados. É uma cadeia com tributação peculiar, mão de obra embarcada e forte exposição à sazonalidade das safras e aos períodos de defeso.
Serviços, construção e comércio
A cidade também tem um setor de serviços robusto — saúde, educação superior, comércio varejista, construção civil e incorporação imobiliária, esta última muito ligada à expansão urbana da região da Praia Brava e à conurbação com Balneário Camboriú. Esses segmentos são atendidos pela Sentinel com o mesmo rigor, mas o diferencial técnico em Itajaí está no comércio exterior.
Atendimento em Itajaí a partir de Balneário Camboriú
Itajaí e Balneário Camboriú são municípios vizinhos, ligados pela BR-101, e o deslocamento entre os centros leva em geral de 20 a 30 minutos. Por isso a Sentinel atende Itajaí com rotina digital e presença frequente: reuniões na empresa, acompanhamento de inventários em armazéns e contato direto com despachantes e o financeiro do cliente.
A proximidade muda a dinâmica do serviço. Em cidades mais distantes, as visitas são programadas por trimestre; em Itajaí, é viável marcar uma reunião presencial na mesma semana em que surge um problema — uma retenção de mercadoria, uma intimação da Receita, uma divergência de ICMS apontada pela SEF-SC.
O fluxo de trabalho com uma importadora típica de Itajaí segue esta ordem:
- Integração com despachante e trading: recebimento sistemático de DI/DUIMP, notas de entrada, comprovantes de câmbio, faturas de frete internacional, seguro, armazenagem e despesas aduaneiras.
- Custo de importação por processo: cada importação é custeada individualmente, com rateio de despesas e apuração do custo unitário que alimenta o estoque.
- Apuração de ICMS com regime especial: controle do diferimento, das antecipações, dos créditos presumidos e das contribuições a fundos, quando a empresa tem TTD.
- Apuração federal: IPI na revenda (o importador é equiparado a industrial), PIS/COFINS com créditos da importação, IRPJ e CSLL.
- Variação cambial e conciliação: registro de variação cambial ativa e passiva entre a data do desembaraço e a liquidação do câmbio, com reflexo no resultado e na base tributável.
- Relatório gerencial: margem por processo ou por fornecedor, carga tributária efetiva e posição de estoque em trânsito.
Contabilidade de comércio exterior em Itajaí: o que é diferente
A contabilidade de comércio exterior em Itajaí difere da contabilidade comercial comum em três pontos: o custo da mercadoria é formado por dezenas de componentes em moeda estrangeira e nacional; os tributos da importação são recolhidos antes da venda; e regimes estaduais e aduaneiros alteram profundamente o fluxo de caixa. Errar o custo significa errar a margem e a base dos tributos.
Como se forma o custo de uma mercadoria importada
O custo de aquisição de um produto importado inclui o valor aduaneiro (mercadoria, frete e seguro internacionais), o Imposto de Importação, o IPI não recuperável, o PIS/COFINS-importação quando não gera crédito, o ICMS não recuperável, o AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante), a taxa do Siscomex, armazenagem, capatazia, despacho aduaneiro e frete interno até o estabelecimento. Tributos recuperáveis — que geram crédito — não compõem o custo; os não recuperáveis compõem.
Na prática, a diferença entre um custo bem e mal apurado aparece na DRE e na base do IRPJ. Uma importadora que lança despesas aduaneiras diretamente no resultado, em vez de ativá-las no estoque, antecipa despesa e distorce a margem por produto; uma que esquece de ativar o AFRMM ou a armazenagem vende abaixo do custo real sem perceber.
Tributos federais na importação
- Imposto de Importação (II): alíquota conforme a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, sobre o valor aduaneiro.
- IPI-importação: devido no desembaraço e novamente na revenda, porque o importador é equiparado a estabelecimento industrial; o IPI pago na importação gera crédito.
- PIS/COFINS-importação: alíquotas gerais de 2,1% e 9,65% sobre o valor aduaneiro, com alíquotas específicas para diversos produtos; o crédito só é aproveitado por empresas no regime não cumulativo (em regra, Lucro Real).
- AFRMM: incidente sobre o frete marítimo internacional, salvo hipóteses de isenção ou suspensão.
Importação por conta e ordem x por encomenda
Na importação por conta e ordem, a trading é prestadora de serviço: executa o despacho em nome próprio, mas a mercadoria pertence ao adquirente, que fornece os recursos e é o real importador. Na importação por encomenda, a trading compra com recursos próprios e revende ao encomendante predeterminado. As duas modalidades estão disciplinadas pela Receita Federal em instrução normativa específica e exigem vinculação prévia no Siscomex.
A escolha muda quem é o contribuinte de cada tributo, quem toma os créditos, como a trading fatura (serviço com ISS ou venda de mercadoria com ICMS e IPI) e qual será a base de PIS/COFINS da trading. Uma operação formalizada como encomenda, mas executada com recursos do cliente, pode ser requalificada pela fiscalização como interposição fraudulenta — com pena de perdimento da mercadoria ou multa equivalente ao valor aduaneiro.
Quer uma análise do seu caso? Converse com um especialista da Sentinel — diagnóstico inicial sem compromisso.
Falar no WhatsAppICMS na importação e TTDs de Santa Catarina
Santa Catarina oferece Tratamentos Tributários Diferenciados (TTDs) a importadores que desembaraçam mercadorias no estado e cumprem requisitos legais. Em termos gerais, o regime combina diferimento do ICMS no desembaraço, recolhimento antecipado reduzido e crédito presumido na saída, com contribuição a fundo estadual. Os percentuais variam por modalidade, produto e tempo de regime.
Os TTDs de importação mais conhecidos — identificados pelos números de código atribuídos pela SEF-SC, como 409, 410 e 411 — têm como objetivo atrair para o estado o desembaraço aduaneiro e a comercialização das mercadorias importadas. Embora os detalhes dependam do ato concessivo de cada empresa, os requisitos usualmente exigidos incluem:
- estabelecimento (matriz ou filial) em Santa Catarina com inscrição estadual e atividade de comercialização;
- habilitação no Radar (Siscomex) compatível com o volume de operações;
- regularidade fiscal estadual e federal;
- apuração pelo Lucro Presumido ou pelo Lucro Real (empresas do Simples Nacional não se enquadram);
- contratação de serviços de armazenagem, transporte e despacho com prestadores estabelecidos em Santa Catarina, conforme o caso;
- recolhimento de contribuição a fundo estadual (vinculado à educação ou ao Fundo Social), calculada sobre a base das operações de saída.
Mercadorias destinadas a uso e consumo ou ao ativo da própria importadora, bem como determinados produtos listados na legislação, ficam fora do benefício.
Alíquota de 4% nas operações interestaduais com importados
Desde 2013, a Resolução do Senado Federal nº 13/2012 fixou em 4% a alíquota interestadual do ICMS para bens e mercadorias importados (ou com conteúdo de importação superior a 40%) que não sejam submetidos a processo de industrialização relevante no estado. Isso é essencial para a importadora de Itajaí que vende para São Paulo ou Paraná: a nota sai com 4%, e o adquirente credita 4%. A informação do conteúdo de importação, por meio da Ficha de Conteúdo de Importação (FCI) quando há industrialização, precisa ser controlada.
O cuidado com a manutenção do regime
Perder um TTD por descumprimento de obrigação acessória ou por débito em aberto é um dos maiores riscos financeiros de uma importadora catarinense, porque a carga de ICMS volta de imediato à regra geral. A contabilidade precisa monitorar CNDs, prazos de recolhimento das antecipações e das contribuições, a correta escrituração dos créditos presumidos na DIME/EFD e as condições específicas do termo de concessão. Saiba como a SEF-SC cruza essas informações no artigo sobre malha fiscal de ICMS em SC.
Contabilidade para importadora: Lucro Presumido ou Lucro Real?
Na contabilidade para importadora, a escolha do regime pesa mais do que em outros setores, porque o PIS/COFINS-importação gera crédito apenas no regime não cumulativo. Importadoras de margem bruta baixa e alto volume tendem a se beneficiar do Lucro Real; distribuidoras de margem alta e baixo custo de aquisição podem preferir o Presumido.
O raciocínio é simples, mas exige números. No Lucro Presumido, a importadora paga PIS/COFINS cumulativo de 3,65% sobre a receita de venda e não aproveita os 11,75% pagos na importação. No Lucro Real, paga 9,25% sobre a receita, mas desconta créditos sobre o valor das importações (e de outros insumos e despesas admitidos). Quanto menor a margem entre preço de venda e custo importado, maior a vantagem do Real.
| Cenário | Custo das importações (base dos créditos) | Presumido: PIS/COFINS 3,65% | Real: débito 9,25% menos créditos | Diferença |
|---|---|---|---|---|
| Margem baixa (custo = 80% da venda) | R$ 8.000.000 | R$ 365.000 | R$ 925.000 − R$ 940.000 (11,75%) = crédito acumulado de R$ 15.000 | Real mais vantajoso em cerca de R$ 380.000 |
| Margem média (custo = 60% da venda) | R$ 6.000.000 | R$ 365.000 | R$ 925.000 − R$ 705.000 = R$ 220.000 | Real mais vantajoso em cerca de R$ 145.000 |
| Margem alta (custo = 35% da venda) | R$ 3.500.000 | R$ 365.000 | R$ 925.000 − R$ 411.250 = R$ 513.750 | Presumido mais vantajoso em cerca de R$ 149.000 |
A tabela simplifica: o crédito sobre a importação é calculado pela alíquota efetivamente paga na importação, há produtos com alíquotas específicas, e o IRPJ e a CSLL também precisam ser comparados. Desde 2026, o Lucro Presumido ficou mais caro para quem fatura acima de R$ 5 milhões por ano, porque a Lei Complementar 224/2025 elevou em 10% os percentuais de presunção sobre a parcela que excede esse valor (comércio: de 8% para 8,8% no IRPJ e de 12% para 13,2% na CSLL, sobre o excedente). Para importadoras de Itajaí, que costumam ter faturamento elevado, isso reforça a análise.
Detalhes sobre créditos estão no artigo sobre créditos de PIS/COFINS no Lucro Real, e a lógica geral do regime está na página de contabilidade no Lucro Real em SC.
Drawback e regimes aduaneiros especiais
Regimes aduaneiros especiais são mecanismos que suspendem, isentam ou reduzem tributos na importação quando a mercadoria tem destino específico — exportação, reexportação, armazenagem ou uso temporário. Para indústrias e tradings que operam por Itajaí, os mais relevantes são o drawback, o entreposto aduaneiro e a admissão temporária, cada um com controle contábil próprio.
Drawback
O drawback é o regime que desonera os insumos utilizados na produção de bens exportados. Há três modalidades:
- Suspensão: os tributos (II, IPI, PIS/COFINS e AFRMM) ficam suspensos na importação ou aquisição no mercado interno dos insumos, sob condição de exportação futura do produto.
- Isenção: concede isenção na reposição de insumos equivalentes aos já utilizados em produtos exportados.
- Restituição: modalidade menos usada, de devolução de tributos pagos.
O ponto crítico é o controle: o ato concessório estabelece quantidades, valores e prazo para exportar. Se a exportação não ocorre ou ocorre em quantidade menor, os tributos suspensos devem ser pagos com juros e multa. A contabilidade precisa acompanhar o saldo de cada ato concessório e conciliar o consumo de insumos com a produção exportada. Em relação ao ICMS, o tratamento do drawback depende de convênio CONFAZ e da legislação estadual.
Entreposto aduaneiro e admissão temporária
O entreposto aduaneiro permite armazenar mercadoria importada em recinto alfandegado com suspensão dos tributos até a nacionalização, o que melhora o fluxo de caixa de quem vende de forma fracionada. A admissão temporária permite que bens entrem no país por prazo determinado — equipamentos para feiras, testes ou prestação de serviço — com suspensão total ou pagamento proporcional ao tempo de permanência. Ambos exigem controle de prazos e de saldos, sob pena de exigência dos tributos.
Contabilidade para logística em Itajaí
A contabilidade de logística em Itajaí abrange transportadoras, armazéns, agentes de carga e operadores portuários. Os pontos críticos são a fronteira entre ICMS (transporte intermunicipal e interestadual) e ISS (armazenagem, agenciamento, transporte municipal), o controle de frota como ativo, as retenções sobre serviços e a conciliação entre CT-e emitidos e receita contábil.
Alguns cuidados recorrentes nas empresas de logística da cidade:
- Transporte de cargas: o ICMS incide sobre o frete intermunicipal e interestadual; Santa Catarina admite crédito presumido para transportadoras em substituição aos créditos efetivos, e a opção precisa ser comparada com a apuração normal.
- Armazenagem e serviços portuários: em regra sujeitos ao ISS municipal, com retenções na fonte quando o tomador é responsável. Movimentação de contêineres, capatazia e serviços acessórios exigem classificação precisa na lista de serviços.
- Agenciamento de carga: o agente que recebe o frete internacional em nome do transportador estrangeiro deve separar o que é receita própria (comissão) do que é repasse, sob pena de tributar valores de terceiros.
- Frota: depreciação, créditos de PIS/COFINS sobre combustíveis, peças e pneus no Lucro Real, e controle de veículos alienados.
- Folha: motoristas com jornada controlada, horas de espera e diárias exigem eSocial consistente.
Grupos que reúnem importadora, transportadora e armazém sob os mesmos sócios precisam de visão consolidada e de preços de transferência internos coerentes — o tema é tratado em contabilidade para grupos empresariais. Para distribuidoras que revendem os importados no atacado, veja contabilidade para atacado e distribuidora.
Contabilidade para a cadeia da pesca
A cadeia do pescado em Itajaí vai da embarcação ao produto enlatado, e cada elo tem tributação própria. Armadores lidam com tripulação embarcada e remuneração por produção; indústrias de beneficiamento e enlatamento lidam com NCM, créditos e substituição tributária; e todos enfrentam sazonalidade de safra e períodos de defeso que afetam o caixa.
Os pontos que a contabilidade da pesca exige:
- Classificação dos produtos: peixe fresco, resfriado, congelado, filé, conserva — cada forma tem NCM própria e pode ter tratamento distinto de PIS/COFINS e ICMS.
- Remuneração da tripulação: a remuneração por partes ou por produção é comum na pesca e precisa ser tratada corretamente na folha e no eSocial.
- Embarcações: são ativos de alto valor, com depreciação, manutenção pesada e seguros; o tratamento contábil de docagens e reformas (despesa ou ativo) afeta o resultado.
- Sazonalidade: safras e defeso concentram receita em parte do ano, e a apuração trimestral do IRPJ no Lucro Real pode gerar pagamento em trimestre lucrativo e prejuízo em outro; a apuração anual com balancetes de suspensão costuma ser mais adequada.
- Reforma tributária: a LC 214/2025 dá tratamento favorecido a peixes no IBS e na CBS, com exceções para algumas espécies.
Para decidir entre apuração anual e trimestral, veja Lucro Real anual ou trimestral.
Tabela: segmentos de Itajaí e os pontos de atenção contábil
A tabela a seguir resume como a Sentinel Contabilidade enxerga os principais segmentos de Itajaí no diagnóstico inicial: o regime mais comum, o tributo mais sensível e o controle que mais frequentemente falta. Ela orienta a priorização dos primeiros meses de trabalho em cada tipo de empresa.
| Segmento | Regime frequente | Ponto tributário sensível | Controle crítico |
|---|---|---|---|
| Importadora/distribuidora | Lucro Real | ICMS com TTD, crédito de PIS/COFINS-importação, IPI na revenda | Custo por processo de importação e variação cambial |
| Trading (conta e ordem) | Presumido ou Real | Receita de serviço x revenda, ISS, interposição fraudulenta | Contratos e vinculação prévia no Siscomex |
| Exportadora com drawback | Lucro Real | Tributos suspensos condicionados à exportação | Saldo de atos concessórios |
| Transportadora | Presumido ou Real | ICMS sobre frete e crédito presumido | Conciliação CT-e x receita |
| Armazém e serviços portuários | Presumido | ISS e retenções | Classificação de serviços e retenções na fonte |
| Indústria de pescado | Lucro Real | NCM e tratamento de PIS/COFINS e ICMS por produto | Custo por safra e rendimento de matéria-prima |
Exemplos ilustrativos em Itajaí
Os casos a seguir são exemplos ilustrativos, com números hipotéticos, que mostram problemas comuns em empresas de comércio exterior de Itajaí: custo de importação mal apurado em distribuidora e risco de requalificação de operações em uma trading. Não se referem a clientes reais da Sentinel Contabilidade.
Reforma tributária e o futuro da importação por Itajaí
A reforma tributária do consumo muda o principal motor da importação por Santa Catarina: o benefício de ICMS. Com a substituição gradual do ICMS pelo IBS entre 2029 e 2032 e a cobrança no destino, a vantagem fiscal de importar por SC tende a diminuir, e a competitividade de Itajaí dependerá mais de logística, custo e eficiência.
O cronograma, definido pela EC 132/2023 e pela LC 214/2025, é:
- 2026: ano-teste, com CBS de 0,9% e IBS de 0,1% destacados nos documentos fiscais, compensáveis com PIS/COFINS.
- 2027: CBS plena, com extinção do PIS/COFINS, inclusive na importação; IPI zerado para a maior parte dos produtos.
- 2029 a 2032: redução gradual do ICMS e aumento proporcional do IBS.
- 2033: extinção do ICMS e do ISS e modelo pleno de IBS e CBS.
Para importadoras e tradings, a recomendação é revisar desde já os contratos de longo prazo, o modelo de precificação baseado em benefício de ICMS e a estrutura de filiais. A não cumulatividade ampla do IBS e da CBS favorece cadeias bem documentadas e penaliza quem compra de fornecedores irregulares. A Sentinel acompanha cada etapa e simula os efeitos para cada empresa.
Quer uma análise do seu caso? Converse com um especialista da Sentinel — diagnóstico inicial sem compromisso.
Falar no WhatsAppContador em Itajaí: próximos passos
Para contratar um contador em Itajaí com domínio de comércio exterior, o primeiro passo é um diagnóstico: a Sentinel avalia o regime tributário, o custeio das importações, a situação do TTD, os regimes aduaneiros em uso e a qualidade da contabilidade atual, e apresenta um relatório com riscos, oportunidades e proposta de honorários.
Na primeira conversa, é útil ter em mãos o último balancete, a relação de processos de importação recentes, o termo de concessão do TTD (se houver), as apurações de ICMS e PIS/COFINS e a estrutura societária do grupo. Com isso, a Sentinel consegue apontar rapidamente se há crédito sendo perdido, custo mal apurado ou risco de perda do regime especial.
Se você está insatisfeito com a contabilidade atual, a troca de contador pode ser feita sem interrupção da rotina, e créditos pagos a mais podem ser revistos pela recuperação de créditos tributários. A Sentinel também atende empresas da vizinha Balneário Camboriú, onde fica a sede, e de Gaspar e Navegantes. Entre em contato para agendar o diagnóstico.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre importação por conta e ordem e por encomenda?
Na importação por conta e ordem, a trading executa o despacho, mas a mercadoria é adquirida com recursos do adquirente, que é o real importador e cujos dados constam na declaração. Na importação por encomenda, a trading compra com recursos próprios e revende ao encomendante. A escolha muda o sujeito passivo dos tributos, a base de PIS/COFINS, o IPI e quem aproveita os créditos.
O que é TTD de importação em Santa Catarina?
TTD é o Tratamento Tributário Diferenciado concedido pela Secretaria da Fazenda de SC a importadores que cumprem requisitos como estabelecimento no estado, regularidade fiscal, habilitação no Radar e regime de Lucro Presumido ou Real. Em linhas gerais, envolve diferimento do ICMS no desembaraço, recolhimento antecipado reduzido e crédito presumido na saída, com contribuição a fundo estadual. Os percentuais variam por regime e produto.
Minha importadora em Itajaí deve estar no Lucro Real?
Depende da margem, do volume de créditos de PIS/COFINS-importação e da receita. Acima de R$ 78 milhões por ano o Lucro Real é obrigatório. Abaixo disso, importadoras de margem bruta baixa e alto volume tendem a se beneficiar do Real, porque o PIS/COFINS-importação gera crédito no regime não cumulativo, o que não ocorre no Presumido.
Como funciona o drawback para exportadores de Itajaí?
O drawback permite importar ou comprar no mercado interno insumos que serão incorporados a produtos exportados com suspensão ou isenção de tributos como II, IPI, PIS/COFINS e AFRMM, conforme a modalidade. O controle é feito no sistema da Secex, e o ato concessório exige comprovação da exportação no prazo, sob pena de pagamento dos tributos com acréscimos.
A Sentinel atende transportadoras e operadores logísticos de Itajaí?
Sim. Transportadoras, armazéns gerais, recintos, agentes de carga e operadores logísticos têm rotina própria: CT-e, ICMS sobre frete e crédito presumido do transporte, ISS sobre armazenagem e serviços portuários, retenções e frota como ativo relevante. A Sentinel organiza a apuração e a conciliação entre faturamento operacional e contabilidade.
Qual a distância entre Balneário Camboriú e Itajaí?
Os dois municípios são vizinhos e ligados pela BR-101. O deslocamento entre o centro de Balneário Camboriú e o centro de Itajaí costuma levar entre 20 e 30 minutos, dependendo do trânsito, o que permite à Sentinel combinar rotina digital com visitas frequentes a empresas, armazéns e despachantes da cidade.
O que muda na importação com a reforma tributária?
A partir de 2027, a CBS substitui o PIS/COFINS-importação, e o IBS substituirá gradualmente o ICMS entre 2029 e 2032. O IBS será devido ao estado de destino da mercadoria, o que reduz a relevância de benefícios estaduais de ICMS na importação. Importadoras que dependem de TTD precisam revisar o modelo de negócio e de precificação desde já.
Empresas de pesca de Itajaí têm tributação diferenciada?
Há tratamentos específicos na legislação federal e estadual para pescados, em PIS/COFINS e ICMS, que dependem da espécie, da NCM e da etapa da cadeia (captura, beneficiamento, industrialização). Na reforma tributária, peixes também têm tratamento favorecido com exceções. O enquadramento correto de cada produto é o que evita pagar a mais ou ser autuado.